terça-feira, 9 de novembro de 2010

A criança dentro de mim . *--*


A criança que vive em mim, 


acredita que existe um mundo, puro de Amor


onde as pessoas possam viver melhor. 

A criança que vive em mim, 

veio para este mundo, 

em busca da felicidade

de um mundo sem maldade, 

onde os sonhos viram realidade. 

A criança que vive em mim, 

ainda não encontrou este mundo, 

mas acredita na solidariedade humana. 

acredita nos Homens de boa vontade, 

nas mulheres de grande coragem. 

e na inocência dos pequeninos.


A criança que vive em mim, 

tem a alma limpa, tem o coração aberto

tem o sorriso da esperança, tem alegria de criança. 

Por quê a criança que vive em mim, não quer morrer


 no desespero de uma busca sem fim. 

Ela quer somente acreditar, 

que as pessoas possuem: 

a virtude de amar, 

a bondade de perdoar, 

a vontade de ajudar, 

a disposição para sonhar, 

e a inocência de acreditar, 

que um dia, 

todos nós, 

encontraremos, 

um mundo, 

Puro de Amor....



By : Évelin Catarina Vieira :*

Meu grande amigo

A vida flui de dentro, é quando descobrimos como andam nossos momentos, se estamos bem, vibramos, criamos, amamos. Se estamos mal, vem o vazio, as crises existenciais e a carência. 

Quantas vezes precisamos encostar a cabeça num ombro amigo, quantas vezes queremos deixar de ser adultos e voltarmos a ser crianças. Sim, porque ser adulto, é também se reprimir, é se encolher cada vez mais dentro de si. É aprender segurar as emoções, por medo do julgamento do outro.

Somos julgados se somos alegres, se somos tristes. De qualquer forma o julgamento vem. Percebo que o homem é complicado. Que é preciso muita habilidade para interagir com as pessoas.

Vivemos num mundo de muita comunicação visual e verbal, mas também de grande distanciamento e incompreensão.

Quero amigos, mas também quero que eles tenham a alma exposta. Quero que suportem meus dias de angústia e que vibrem com meus dias de alegrias.

Quero amigos metade adultos, metade criança. Adultos, para seguirmos conscientes das responsabilidades, mas crianças, para esquecermos as regras impostas e corrermos descalços sob a chuva.

Há dias que vacilo, não sei que caminho tomar. O mundo me assusta, mas dizem ao meu redor, que minha vida mal começou. Que aos 20 anos, não tenho o cheiro de fim. Se não fosse meu amigo, hoje, tormar-me-ia a mais incógnita das criaturas. Mas ele me reconheceu.

Beijou-me, convidou-me para um lanche, para uma conversa e enxerguei que sou mesmo muitas dentro de mim. De manhã sou uma, a tarde outra.

Agora escrevo para falar dos sentimentos. É o mais doce dos meus ofícios. O momento é de busca e de indecisão. Que meus amigos, me afaguem a cabeça, quando me sentir frágil. 



'' - Sempre ter alguém por perto e que realmente seja um amigo pra ti, para que realmente te apoi de verdade .''


Évelin Catarina Vieira . :*

É sempre assim , tuudo se repeete .

Engraçado, como a vida se repete e, na maioria, das vezes, a gente nem se dá conta disso. Talvez não seja a vida que se repita, talvez sejamos nós, que na nossa mais absoluta falta de originalidade, que nos repetimos sempre, sempre, sempre...Queremos, exigimos, demandamos mudanças, novidades e revoluções em nossas vidas, no entanto, acabamos por cometer sempre os mesmos erros, seguir pelos mesmos caminhos, procurar os mesmos tipos de pessoas aos quais já estamos habituadas, bater nas mesmas portas...É sintomático, é mais fácil, é mais tranqüilo, pois essas trilhas nós já conhecemos de cor e sabemos aonde vão dar, então por que mudar aquilo que já nos é familiar ? Ai está a grande questão...Queremos mudar, porém, não queremos sair da nossa “zona de conforto”, daquilo que já é sabido, dominado e experimentado. É sempre assim, buscamos as mudanças, mas não fazemos nada para consegui-las e assim a vida se repete a cada instante...Você já se deu conta desses questionamentos todos? A vida é cheia de infinitas possibilidades, existem milhares de caminhos a serem trilhados, existem milhões de pessoas no planeta e nós acabamos repetindo sempre o mesmo padrão. Vivemos relacionamentos que são “colas”/cópias exatas dos outros que já tivemos. Buscamos pessoas “clones” daquelas com as quais nos relacionamos anteriormente e com as quais fomos extremamente infelizes. O padrão continua. Somos incapazes de mudar e sabemos apenas reclamar, reclamar e reclamar. Nada está bom, tudo é complicado, difícil e insuficiente. Chega de comodismo, chega de mesmice, chega de vidas chatas e enfadonhas...Faça a sua parte e busque dentro de você aquilo que você tem de melhor, pois somente as suas atitudes serão capazes de impedir a eterna repetição da sua vida. Coragem, pois a batalha é árdua, difícil, exige esforço e dedicação, mas o final será sempre muito gratificante e compensador, pois você terá vencido e terá mudado para sempre o rumo da sua vida. Tenha força e jamais desista de lutar e de viver, pois a vida é feita dessa eterna batalha e dessa constante transformação...Não queira continuar na eterna repetição, pois com certeza, você será infeliz e o único culpado será você mesmo...Mude sempre!!!

Évelin Catarina :*

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sonhar ...

Às vezes a gente sonha, sonha, sonha e acorda no mesmo lugar onde foi dormir. Às vezes a gente corre rápido demais e tropeça nos próprios pés. Às vezes a gente olha a caravela chegando no horizonte e acha que é miragem. Às vezes o superficial penetra pelos poros, a chuva cai inclinada pelo vento e os peixes pulam para fora do aquário, tentando voltar no tempo porque algum outro jurou que tinha conseguido, que a Grécia era logo ali em Paraty, e que a vida pode até ser like a box of chocolates, mas alguns bombons aparecem repetidos. Às vezes o pé de feijão nasce para dentro da terra e sabe-se lá que castelo vai encontrar. Às vezes o sino de vento cria uma melodia que nunca mais escutarei de novo. Às vezes o inesperado desiste de aparecer e a gente fica esperando do mesmo jeito. Porque o mundo, o destino, a vida e todas essas outras palavras bonitas não estão nos refrões das melhores músicas. E algumas colagens se tornam mais interessantes do que elaborados mosaicos. Pedacinho de felicidade... Eu quero mais é o bolo inteiro!


 Beijoos, até a proxima postageem .
Évelin Catarina :*

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Comer, rezar, amar (de novo)


Sobre depressão:

''Quando se está perdido nessa selva, algumas vezes é preciso algum tempo para você se dar conta de que está perdido. Durante muito tempo, você pode se convencer de que só se afastou alguns metros do caminho, de que a qualquer momento irá conseguir voltar para a trilha marcada. Então a noite cai, e torna a cair, e você continua sem a menor idéia de onde está, e é hora de reconhecer que se afastou tanto do caminho que sequer sabe mais em que direção o sol nasce.

Sobre aprendizado:

(…) você tem de ser muito gentil com você mesma quando estiver aprendendo alguma coisa nova.

                         
                      Dizia assim :

Se eu amar de novo
Quero encontrar, a minha verdadeira paz
Se eu amar de novo
Vai ser alguém que possa me amar também

Alguém que se acostume
Com o meu jeito de amar
Alguém que dê valor ao meu interior
Alguém que saiba sorrir
Que saiba chorar, quando eu choro
Meu verdadeiro amor assim vai se mostrar

Se eu amar mais uma vez,
Quero alguém que saiba amar,
Tão sincero quanto eu,
Sem limites pra se dar,
Verdadeiro amor é bom,
De emoção nos faz chorar,
Ao ouvir uma canção, nos faz sonhar
Que nos lembra algum lugar...
   
               Autor Decsonhecido .


Beijos até o proximo post .
Évelin C .

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

# o quee é αmαr ?










Amαr é olhαr pαrα dentro de si mesmo e dizer: eu quero é viver intensαmente. É sonhαr com umα gotα de reαlidαde é reαlizαr umα gotα desse sonho. É estαr presente αté nα αusênciα. αmαr é ter em quem pensαr. É umα rαzão que ninguém teriα rαzão de tirαr. É ser só de ‘αlguem’ e não deixαr esse αlguém só. É pensαr em vc tão αuto αo ponto de vc escutαr. αmαr é ir αté α morte, é αcordαr pαrα α reαlidαde do sonho, é vencer αtrαvés do silêncio. É ser feliz αté com um pouco quαndo muito não é o bαstαnte. αmαr é dαr αnistiα αo corαção. É sonhαr o sonho de quem sonhα com vc. É sentir sαudαde é chegαr perto dα distαnciα. αmαr é α forçα dα rαzão, é quαndo os momentos são eternos. αmαr é viver α vidα em versos e o inverso.


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Vaaleu gente  (y)
Nos vemos no próximo post .

domingo, 24 de outubro de 2010

Acredite em vooc .

      Acredite em você, mesmo que ninguém acredite, afinal, você pode ser seu maior amigo, assim como seu maior inimigo.       

Uma coisa é certa, se você não acreditar em você mesmo quem vai acreditar? Esse é um conceito em que devemos ter em mente para conseguir superar nossos obstáculos e também os problemas em que aparecem no decorrer de nossas vidas, se você não se der valor provavelmente não vai sentir vontade de ampliar os seus horizontes com novas conquistas.
A virtude de bem estar está justamente aí, priorize sempre idéias positivas e também que levarão a alcançar o que você deseja. Tudo é uma questão de vontade própria e também disposição. Grandes conquistas só são conseguidas com grandes esforços! Pense nisso.


Acredite em si mesmo, não existe possibilidade de alguém fazer isso por você

nascer, já tinha alguém torcendo por você. Tinha gente que torcia para você ser menino. Outros torciam para você ser menina. Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito. Daí continuaram torcendo. Torceram pelo nascimento do seu primeiro dente, pela primeira palavra, pelo primeiro passo. O seu primeiro dia de escola nem se fala foi a maior torcida. E acredite ainda tem muita gente que continua torcendo por você. 
Mas mesmo assim temos que tomar cuidado com os rótulos que essa torcida nos deixa, involuntariamente as pessoas ao nosso redor criam uma imagem e nos fazem reféns dela.
De tanto ouvirmos a família, os amigos, os colegas de trabalho afirmar que somos "teimosos”, "intelectuais", "introvertidos", acabamos acreditando nisso.
Desde pequenos somos ensinados a buscar a felicidade em coisas e pessoas.
A mídia lava nossas mentes com promessas de confiança inabalável após adquirirmos bens materiais: "Fique lindo com nossa marca de roupa e sinta-se confiante", "Compre este carro e sinta-se bem", "Beba nossa bebida e tenha todo o sucesso com o sexo oposto", "Fume nosso cigarro e sinta-se poderoso", etc.
Desta forma toda a nossa "confiança" vem de fora e não de dentro. Ficamos dependentes de coisas e pessoas para nos sentir bem. E isso gera uma vida de frustração, pois nunca estamos felizes com nossa própria imagem. Sempre queremos mais e mais.
A tendência da mente comum é ir para fora. Todas suas ambições e interesses estão dirigidos para as coisas externas, mas por mais que ela possa ganhar materialmente, existe sempre algo que está faltando para fazer sua felicidade completa. Tome por exemplo à vida de Alexandre, o Grande. O mundo nunca conheceu outro conquistador como ele, mesmo assim dentro dele permanecia algo não conquistado e isto freqüentemente o atormentava, mesmo não havendo nenhuma causa externa para infelicidade.
Identifique seus próprios valores. O que pensamos a nosso respeito tem mais a ver com o que os outros pensam de nós do que com um processo espontâneo de autoconhecimento. Não podemos aceitar isso, somos donos de nosso próprio destino.
Gostar de si mesmo lembra um pomar, se não cuidar, não dá frutos. Embora todos nós tenhamos um potencial enorme para realizar coisas e alcançar a felicidade, sentimos que não "merecemos" a nossa fatia. Por quê? Porque precisamos aprender a ter mais amor-próprio e autoconfiança
Luiz Fernando Veríssimo uma vez disse..."Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu...”.
Portanto, acredite em si mesmo. Você é tão bom, tão capaz e tão iluminado quanto às pessoas que você admira. Não há nenhuma diferença! Saiba aprender com os bons exemplos e principalmente com as pessoas que você considera especiais, mas acima de tudo acredite sempre em si mesmo, jamais se torne um dependente.
Não há nenhum benefício em se transformar apenas em uma cópia ou sombra de outra pessoa, ficar sem luz própria. Isso é renunciar a si mesmo. Cada um precisa viver a sua própria história individual.
Assim, é preciso compreender que aqueles a quem você admira são pessoas tão humanas quanto você. Essa é uma atitude inspiradora e fortalecedora para o seu próprio crescimento, mas não se torne escravo dos feitos de outras pessoas, crie seu próprio mundo, suas próprias regras, acredite no caminho que está trilhando.
Beijos, até a próxima postagem
Évelin Catarina :*

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

16 de Outubro de 1996 ...

O dia em que cheguei aqui ...






Eu não tinha roupas, não sabia falar e tampouco andar, a única coisa que tinha era um nome: Évelin, que quer dizer a inicial '' E ''Estar sempre envolvida com diversas coisas ao mesmo tempo, é uma constante na vida desta personalidade aventureira muito curiosa, impaciente e dinâmica.

Minha família já me amava muito antes de eu perceber que existia e mesmo sem saber como eu seria, esperavam ansiosos por miiim.
Fiz alguns amigos, colegas, conheci algumas pessoas que nunca mais vi,e ainda continuo conhecendo. (:

Fui feliz e também me decepcionei, porque não há uma coisa sem outra !!
Já me arrasei e me exclui do mundo como se nada pudesse voltar a brilhar pra mim, mas eu sai disso porque  comecei a perceber o lado bom da situação. Às vezes precisamos de algo assim para chacoalhar a nossa cabeça e nos fazer refletir sobre o caminho que escolhemos. Só desta maneira seremos capazes de captar o que de bom aprendemos e desapegar do que nos faz mal, assim é a vida.

Passar por situações arrasadoras não é vergonha nenhuma, e acontece com todo mundo toda hora, o que importa nisso tudo é procurar o caminho que permita novas escolhas e viver sem medo de errar, porque uma hora vamos errar novamente e vamos nos reerguer mais uma vez !






Espero que tenho gostado do post ... *
Beeijinhos, nos vemos no próximo post.
@ÉvelinCatarina.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010


Existe um mundo que só quer te ver sorrir ....






Sempre somos pego de surpresa, estamos despreparados e nos vemos então sem chão. Parece que não vai passar, parece que não vamos conseguir encontrar uma saída... é tudo tão confuso e desesperador até percebermos que o desespero não resolve e que confusão só confunde mesmo.



É hora de dar o novo passo, já que não se enxerga nada no meio dessa poeira, o que fazer? Correr sem saber pra onde e se ferir mais uma vez? Tropeçar e cair outra? Dar de cara com a parede? Não temos que fugir de nada, temos que buscar um lugar melhor !
A única solução é parar, desligar-se de tudo que está à volta e refletir sobre o que realmente importa, para onde eu gostaria de ir, como eu gostaria de estar. Feito isso, basta procurar.... um passo de cada vez, cabeça erguida e sentidos atentos, porque as coisas que estavam ao redor antes da poeira continuam lá, mas você apenas não está vendo.



Eu passei por tudo isso e estou bem. Não repetiria o caminho, não organizaria a minha vida da mesma maneira, mas estou pronta para recomeçar sempre que se fizer necessário ! .




Espero que gostem (:
Beijos e até a próxima .


Évelin Catarina  .

sábado, 25 de setembro de 2010

• Ser feliz .

Felicidade é qualidade ou estado de feliz; ventura, contentamento.
Feliz é o ser ditoso, afortunado, venturoso. Contente, alegre, satisfeito. Que denota, ou em que há alegria, satisfação, contentamento.
A conquista da felicidade vem no aprendizado diário de viver sabendo aceitar e expressar os desejos e sentimentos, construindo os próprios projetos de vida e empenhando-se para realizá-los.
Um sentimento que expressa de alguma forma, satisfação em ter uma necessidade saciada, um projeto realizado.
Compreender essa sensação, é saber individualizar no universo pessoal, pois o que é motivo de felicidade para uns, pode ser de infelicidade para outros. É um sentimento que pode diferenciar em cada instante tendo significados diferentes.
Depende de cada um, sabendo que só conta consigo mesmo para realizar seus desejos, vontades e projetos. A procura do auto conhecimento ajuda na transformação de desejos em vontade e da vontade em projeto de vida. Aprendendo a ser responsável pelas próprias escolhas, assumindo o sofrimento dos erros e fracassos e o gosto das conquistas e vitórias.
A teoria do psicodrama mostra que desenvolvendo respostas criativas e corajosas no sentido de expressar os seus sentimentos e de realizar a sua vontade própria, ajuda na busca dessa sensação. Construindo-se enquanto indivíduo, realizando e sentindo a felicidade.
Alguns aprenderam a não ter vontade própria. Só sabem realizar a vontade dos outros, projetos pelos outros, não têm suas próprias respostas, mostram-se carentes e inseguros. Só conseguem agir quando tem garantia, segurança e estabilidade do resultado.
Os acomodados, conformam-se com o porto seguro, na falsa certeza de não arriscar, porque a busca do desconhecido, é sempre arriscada e menos estática. E assim, vivem uma felicidade aparente, deixando de buscar e conhecer a sensação da felicidade pela vitória. São derrotados por si mesmo, deixando de assumir novos papeis, conformam-se com a monotonia.
Por não suportar a frustração pela derrota, por um objetivo não alcançado, por um sonho não realizado..., não compete, não tem objetivos, não sonha. Tem ainda aquele que inicia sua meta sendo um faxineiro, mas decide conquistar a presidência. E se consegue alcançar, na sua busca, a vice-presidência, já é motivo de frustração e infelicidade, por não ter chegado ao ponto mais alto.
Os invejosos destroem, menosprezam a vitória do outro, porque assim, deixam de olhar para si, e ver que para eles faltou a coragem e a força do outro.A maneira de ser de muitos, é pura representação. 
É muito bom que as pessoas saibam quem são, reconheçam sua vocação, sua capacidade, e não queiram vestir uma máscara, quando, na verdade, a vontade é de jogar tudo para o alto e tentar outra forma de vida.
Se o indivíduo conseguir identificar sua vocação e habilidade, buscar suas realizações com essa base conhecerá a sensação de ser feliz. Pessoas felizes chamam atenção, são admiradas, tem um brilho diferente.
Mas, isso não significa que enquanto é aplaudido, admirado e chama atenção, é feliz. Pode estar ai, a defesa contra uma auto avaliação. Contentar e agradar aos outros, não é o mesmo que agradar e contentar a si mesmo. A vocação e habilidade são  individuais. Assim como a sensação de felicidade também é individual.
A busca é por mais momentos e sensação de felicidade.
Descobrindo suas necessidades, suas metas, como e quando alcançá-las, saber reconhecer limite, respeitando e se fazendo respeitar, sabendo diferenciar você do outro, é um começo. E nessa busca, cabe a você criar a sua receita e escrever o seu manual, do que é a SUA sensação de felicidade.

           
                              Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau da decisão de ser feliz.
                                                                                                               ( Abraham Lincoln )           

 Beijos, até o próximo post .
;*    - Évelin Catarina Vieira .        

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Perdão


Perdoar sempre foi uma das maiores dificuldades nos relacionamentos. Afinal, lidar com sentimentos de indignação, raiva e rancor é um verdadeiro desafio para qualquer um, seja homem ou mulher, criança ou idoso, pobre ou rico.
      E o fato de muita gente não se abrir para perdoar de verdade só piora tudo.
Mário Velloso, advogado e autor do livro "O perdão que não vem" (7 Letras, 2008) lembra que não adianta perdoar só "da boca para fora" ou simplesmente agir como se tivesse perdoado o outro. "O perdão não se mede, não se detecta por um sorriso ou uma palavra, desvinculado da atitude interna de realmente entender o que foi feito. Você não precisa concordar ou aplaudir a ofensa, apenas conviver com a tal afronta de uma forma pacífica, sem revanchismo, sem mágoa", afirma.
Provavelmente, se algumas pessoas reconhecessem como perdoar faz bem, iriam se esforçar mais para isso. Não é à toa que sentimos um alívio danado quando liberamos o perdão para alguém; é a resolução de algo que ficou no ar. Nas palavras do autor, "você se livra de uma pendência que atormentava, abre caminho para seu progresso - seja material ou espiritual, e passa a ter uma consciência mais leve, mais fluída".
Além de proporcionar a sensação de paz, de alívio, perdoar pode até nos dar mais tempo livre para pensar nas coisas boas da vida, a família ou amigos. "Enquanto estamos num processo de embate, de confronto, de litígio aberto, vamos nos acostumando a preencher os intervalos das coisas palpáveis que fazemos (tomar banho, comer, trabalhar, dirigir) com pensamentos ruins e destrutivos, que não nos levam a lugar nenhum".
A chave para conseguir dar o passo para perdoar é não se importar com a reação de quem nos prejudicou. Afinal, essa pessoa pode nos ignorar, continuar nos ofendendo e até zombando de nossa atitude. Aí é a hora de pensarmos: será que isso faz alguma diferença? Em grande parte, não faz. Mesmo que o outro não aceite nosso perdão, poderemos desfrutar de uma vida mais leve e, de nossa parte, a situação estará resolvida.
"Ao perdoar, você mostra ao outro que está tomando uma atitude elevada, e o convida a trabalhar uma divergência num patamar superior. Um dia, quem sabe até pela reiteração do perdão, ele há de perceber que a solução conciliatória é vantajosa para todo mundo", acredita o advogado.
Mas então, se perdoar é bom para todos, por que temos tanta dificuldade para tomar essa decisão? Bom, nossa sociedade em geral não estimula tal ação. Pelo contrário, parece que voltamos aos tempos em que a lei era "olho por olho, dente por dente". Muitas vezes, quem perdoa algo grave, por exemplo, é tido como "bobo".
Quando somos ofendidos, sempre vem alguém e cobra um revide, uma vingança nossa. "Isso não ajuda ninguém, e acaba por deixar o perdão como uma forma de solução ‘de segunda linha’, o que é errado", fala o autor. Na verdade, ele deveria ser nossa primeira escolha.
Mário vê ainda o perdão como um processo, com várias fases: da indignação, por vezes da vergonha, passando à raiva, ao ódio mortal, ao desejo de vingança, entre outras. Não dá pra superar tudo isso do dia para a noite. Portanto, às vezes precisamos de um tempo para perdoar sinceramente.
No geral, pedimos perdão porque ficamos com um fardo imenso e pesado ao descobrir que erramos. As coisas pioram bastante se machucamos uma pessoa frágil, que não sabe lidar com isso, ou alguém que amamos.
Seja lá o que aconteça depois do perdão, "sem dúvida seu horizonte ficará mais otimista. Tem tudo para melhorar um relacionamento travado, e é um passo importantíssimo, próprio de quem está mostrando que quer caminhar, quer evoluir e deixar bons exemplos de vida", diz o advogado. Mas, não se iluda. "No campo de batalha, lidar com situações-limite é extremamente difícil, sofrido e penoso. E ali, na agonia do real, não há regra nem recomendação que prevaleça. Apenas, quem sabe, pensar um pouco mais no assunto contribua para encher uma esquecida gaveta do seu coração com uma munição do bem. Nunca se sabe quando precisaremos dela", completa.
Mesmo com todas as dificuldades, o melhor ainda é perdoar. Não é o mais fácil, com certeza. Porém, quase todas as vezes não é o caminho fácil que nos leva mais perto da felicidade. É o caminho certo.
Beeijos :*
Até o próximo post.
ÉvelinCatarina :D

Estudar _-_

Todos nós sabemos que é sempre bom estudar...
Mas chega um certo tempo que é uma chatice tão GRANDE estudar.  :[
E o pior é que agente estuda tanta coisa que se pararmos pra pensar agente não usaríamos essas coisas todas daqui pra frente .
São cálculos pra cá, verbos moldais pra lá... E nem sempre a profissão que escolhemos para nós é beneficiada com os estudos que tivemos, por exemplo na escola não se aprende a se maquiar, ou se aprende?
Ou a fazer se quer um desenho na unha da cliente ? Claro que não.
E até tem gente que mesmo estudando e se forçando muito mais ela nem sempre conseguem um emprego digno da força de vontade que teve quando estava estudando, e outras pessoas que nem se quer dão osadia para um livro conseguem um emprego mil vezes melhor do que outras pessoas .
Pra falar a verdade eu odeio estudar, mas mesmo assim eu tento me esforçar para que no final do ano eu consiga pelo menos satisfazer meu pai e passar de ano. :D






Beeiijoos :*
Nos vemos no próximo post :D
ÉvelinCatarina

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Insegurança

 ANSIEDADE: Estado afetivo em que há sentimento de insegurança.Viver a ansiedade é viver preso ao medo do futuro.
      O ser humano é ansioso quando há algo em seu coração que ele quer ou teme e duvida que este algo irá acontecer ou tem medo que venha a acontecer. Podemos verificar que a ansiedade está sempre presente como algo do futuro. O ansioso não vive o presente. E o presente é a única coisa que temos para viver.
      Como aqui na Terra, no nosso plano, temos uma linha divisória de tempo necessária à nossa evolução, o equilíbrio emocional e psicológico, portanto, espiritual, caracteriza-se pelas pessoas que vivem o momento presente.
      Não me é possível viver no meu equilíbrio e aproveitar as diversas oportunidades que a vida me dá se eu não viver o meu momento de agora. Quando entro em estados de ansiedade, desequilibro totalmente minha capacidade de criar, de transformar e de propriamente conviver comigo. O ansioso não consegue conviver consigo mesmo. Está sempre num estado de angústia. Sempre está lhe faltando algo. Sempre está incompleto, como se a vida lhe devesse ou ele devesse algo à vida. É um estado de 
pré-ocupaçãopermanente e aí não sobra tempo de viver em harmonia.
      
...Tenho sempre que me preocupar com o que há de vir. Não consigo me concentrar no que preciso fazer. Sinto que tenho em minha cabeça ou coração alguma coisa que me desvia do momento presente e me dá uma sensação de que posso perder alguma coisa importante...
      Vivemos numa entidade vida: o universo. Ele não pára, está o tempo todo se movimentando, procurando o novo, o seu caminho. Você, eu, nós, temos a mesma dinâmica do Universo. Não paramos, estamos o tempo todo nos movimentando, buscamos o tempo todo nosso caminho. Fazemos tantas coisas, tomamos tantas atitudes, brigamos, sofremos e este caminho nunca chega... É verdade, o caminho nunca chega, pois o procuramos em lugar errado. O caminho está no seu coração. O caminho está dentro de cada um. VOCÊ É O SEU PRÓPRIO CAMINHO.
      Ao fugirmos de nossa realidade interior e buscarmos na realidade exterior a explicação ou encontro de nosso caminho, esbarramos numa coisa por demais interessante, que tem dado a tônica ao nosso processo de vida: O OUTRO. Não podemos dizer que o outro é o vilão da história. O vilão é cada um de nós. O vilão é nossa crença. Mas o outro passou a ser nosso 
deus. Passei a viver a minha vida em função do outro. Podemos afirmar, sem receio, que a Ansiedade e a Insegurança só aparecem em nossas vidas quando elegemos o OUTRO como a coisa mais importante de nossas vidas. Vivo para agradar ao OUTRO. O OUTRO passou a ser o meu deus. Tudo o que faço visa agradar ao outro. Estudo, freqüento lugares, me visto com determinada roupa, vou a missas ou cultos religiosos, dou esmolas, fumo ou deixo de fumar, me drogo, desrespeito a minha sexualidade e tantas outras coisas mais, aceito modismos agressivos, em função do outro.
      
Imagine o que o outro poderá pensar de mim... Não, tenho que ter uma boa imagem com o outro... Ele/Ela não pode pensar errado de mim.... Se pensarem errado como vou ficar? Eu não agüento não agradar ao outro. Preciso ser aceito pelo outro. Sou carente, preciso ser nutrido pelo outro. Já pensou se o outro não ligar para mim? Eu não agüento...
      Esta necessidade doentia e dispensável de agradar ao outro, tirou-me do meu caminho. Mas quem é que precisa agradar o outro? O meu ego precisa agradar ao outro. Se não é para agradar o outro, é até pior. É para competir com o outro... Preciso provar a mim mesmo e ao outro que sou bom, ou sou melhor, ou que também sou triste, patético, infeliz; mas infelizmente, muito próximo de nossa realidade terrena. Ao fugir do meu próprio destino e poder de decisão passei a criar uma série de necessidades do ego. Se preciso me mostrar para o outro ou ser reconhecido pelo outro, vou mostrar alguma coisa que impressione o outro e não necessariamente a verdade. Farei algo onde o outro possa ter uma boa imagem de mim.
       É preciso mesmo de uma boa imagem perante o outro pois a minha imagem perante eu mesmo é a pior possível.
      Esta necessidade de agradar tanto ao outro passou a promover em nossas vidas o surgimento de insegurança e ela é a geradora das ansiedades. Insegurança é um estado de abandono da fé, da fé em mim e da fé na própria estrutura do universo. O universo tem uma lei de harmonia, equilíbrio e justiça e esta lei foi feita para proteger tudo aquilo que existe no universo, inclusive a mim. Mas nós teimamos, há milhares de anos, em não entender ou praticar esta lei e viver na insegurança e a insegurança me leva à insanidade... me leva à má avaliação do fato, me leva a cometer erros infantis e me leva principalmente a ser infeliz.
      Mas a coisa não pára aí. Eu sinto insegurança e ansiedade porque estou com culpa ou com medo. Normalmente, a insegurança e ansiedade aparecem, mas o pano de fundo normalmente é composto por culpa ou medo, e às vezes culpa e medo. Para poder lidar com a culpa e o medo o que preciso fazer, urgentemente, é me perdoar. Podemos entender que o Ego humano é um instrumento criado para nortear as relações entre os humanos, aqui na Terra e como instrumento falho que é está aqui-agora no nosso coração, porque a culpa e o medo estão presentes em nossos interiores.
      O Ego surgiu por causa das nossas diferenças pessoais, numa época da humanidade, quando começaram a encarnar no planeta uma série de personalidades vindas das regiões mais diferentes do universo, para cumprirem aqui suas evoluções. Ao se defrontarem com culturas e conhecimentos diferenciados propiciou-se o medo nos corações e este medo gerou outras sensações como culpa, ansiedade e insegurança que são as energias que corroem as nossas maiores possibilidades de vivermos uma vida de paz, harmonia, amor e felicidade.
      Sair desta armadilha do ego é uma questão de querer e de esforço pessoal. Posso sair desta armadilha na hora em que quiser ou querer continuar preso a ela. A escolha é minha.
      Se quiser sair, uma dica vamos lhe dar: a falta de fé é o componente mais importante a ser superado. A falta de fé promove todas as doenças de nossa alma e comportamento. Praticar a fé é um desafio diário que temos a perseguir. Se temos a pretensão de melhorarmos, urgentemente, temos que abrir um espaço à fé em nossas vidas.
      Tenho que treinar a fé, viver a fé, praticar a fé. Se sou Deus, onde está este Deus em mim que não vejo e não encontro?
       Certamente Ele deve estar encoberto pelo ego, preso nas armadilhas da ansiedade, insegurança, culpa ou medo. Mas se prestar um pouco de atenção ao seu coração e escutar sua voz interior, certamente você irá SENTI-LO.


Beijoos até o próximo post 
:* @ÉvelinCatarina

domingo, 29 de agosto de 2010

Sexualidade

O que é sexualidade ?

O que podemos entender por sexualidade?
Podemos, de uma maneira um tanto simplificada, entender a sexualidade quando estamos falando e pensando sobre as nossas sensações, sentimentos e emoções envolvendo a energia sexual. Para falar de energia sexual podemos nos referir à libido, se quisermos ser um pouco técnicos ou psicólogos no assunto. Libido vem do latim e quer dizer “desejo violento ou luxúria” Mas no sentido psicanalítico – a psicanálise foi criada por Freud – temos a energia motriz dos instintos de vida, portanto da conduta ativa e criadora do homem. Assim nos explica de forma bem acessível o dicionário Aurélio. Ou podemos falar de energias perispirituais enquanto força criadora presente em todos nós, espíritos em evolução passando por este plano. É claro que poderíamos apresentar outras definições, quer de tendências religiosas ou como explicação teórica e técnica sobre o assunto.

Quando estamos falando de sexualidade, não estamos falando de sexo?

É claro que sim. No entanto esses dois temas podem nos levar a destinos muito diferentes. Quando falamos ou tratamos de sexualidade estaremos pensando nas energias que são canalizadas no nosso corpo dessa maneira, isto é, na forma de sexualidade. Estaremos portanto falando, de nossos desejos, de nossas sensações prazerosas, de nossa compreensão sobre a maneira como sentimos e lidamos com as questões que envolvem essas energias. Estamos falando, por exemplo, de como nos relacionamos sexualmente, de como controlamos os nossos impulsos relativos ao sexo, de como podemos expressar a nossa sexualidade publicamente ou intimamente, de como estas manifestações alteram e interferem nas nossas vidas, de como sentimos tais energias nos nossos corpos e de como essa energia pode ser usada bem ou mau, construtiva ou de maneira desastrosa.
Já quando estamos falando do sexo, já estamos falando da prática do sexo exclusivamente. Aí então, falamos de sexo bom ou ruim, de sexo moralmente aprovado ou desaprovado, estamos falando da prática sexual simplesmente ainda que não tenha finalidades mais elevadas, falamos de sexo seguro, de sexo arriscado, de sexo depravado ou patológico e assim por diante.

Podemos entender a pornografia e outras tendências como fazendo parte da sexualidade?

Sim. Exatamente porque, a partir das definições que adotamos, fazem parte dos sentimentos libidinosos (ver libido) dos seres humanos e também são energias perispirituais. Embora a pornografia represente a prática do sexo moralmente reprovado, e do ponto de vista do psiquismo um sexo pervertido em muitos casos, são manifestações doentes da sexualidade que todos os seres humanos possuem. É como falar de agressividade, mas na forma manifesta de violência ou, por outro lado, de passividade.

A prática sexual entre pessoas do mesmo sexo, pode ser encarada como uma manifestação normal da sexualidade?

Você consideraria uma pessoa de personalidade orgulhosa ou arrogante, uma personalidade anormal ou doente? De outro modo, você trataria o teu filho que é muito egoísta, que não reparte o seu lanche da escola com ninguém, um filho anormal? Certamente que não. Você dirá que seu filho tem algumas distorções de comportamento e que precisa aprender a ser mais altruísta. Ou da pessoa orgulhosa, você dirá que deverá superar o seu orgulho e mostrar-se mais reconhecida de que todos temos qualidades e defeitos e que ela não é tão melhor do que os demais mortais, não é mesmo?
Vejamos de outra forma. André Luiz, em “No Mundo Maior” no capítulo 11 chamado “Sexo” diz: “Erro lamentável é supor que só a perfeita normalidade sexual, consoante as respeitáveis convenções humanas, possa servir de templo às manifestações afetivas. O campo do amor é infinito em sua essência e manifestação.” Insta fugir às aberrações e aos excessos; contudo, é imperioso reconhecer que todos os seres nasceram no Universo para amar e serem amados.”
Do ponto de vista do comportamento, portanto da Psicologia, o problema não se localiza exatamente no fato de ser ou não normal essa prática. O que observamos nos consultórios é que as pessoas, honesta e sinceramente, não sabem explicar porque existe dentro de si, o sentimento de afeto, paixão e amor por uma outra pessoa do mesmo sexo. Assim como você não saberá dizer porque sente prazer e atração pelo sexo oposto. Apenas irá dizer que acha isso normal. Acontece que, para as pessoas que sentem diferente também localizam dentro de si um sentimento normal, pois desde que se lembram, em outros casos, a partir de um momento qualquer, passaram a experimentar tais sentimentos.
Do ponto de vista da experiência evolutiva do espírito, não podemos deixar de pensar que se, evoluímos pelas mais diversas experiências que nos propusemos a viver neste plano, porque não certas pessoas também estarem passando por tais sentimentos como questões ainda importantes para serem vividas, compreendidas e superadas. E vejam bem, não estou dizendo aqui que superar é deixar de sentir-se atraído pelo sexo oposto, pois se assim fosse teria que dizer também que nascer mulher ou homem também seria uma experiência de superação dessa condição. Não é isso que nos ensina a doutrina Espírita, mas sim que temos de nascer como homens e mulheres como parte do amadurecimento do nosso espírito e para assim, evoluírmos no sentido dos espíritos iluminados que um dia, não serão mais regidos pelas energias sexuais divididas em masculinas e femininas.

Como podemos compreender o sexo antes do casamento? A doutrina Espírita dá suporte a esta prática?

Não se pode dizer que a doutrina Espírita dá suporte a esta ou àquela prática. No livro “Vida e Sexo” psicografado por Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel, no capítulo que trata do “Compromisso Afetivo” encontramos: “Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade.” É importante observar com que sabedoria e respeito ao livre arbítrio essas orientações nos são dadas. Adverte ainda o mesmo espírito que tais experiências, quando um dos parceiros lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, provoca a “ruptura no sistema de permuta das cargas magnéticas” e caso o parceiro que se sente prejudicado “não possua conhecimentos superiores na autodefensiva” pode entrar em pânico ou até mesmo chegar à delinqüência. Diante dessas afirmações podemos aprender que as questões fundamentais sobre o sexo antes do casamento não residem nas questões do certo e do errado ou se podem ou não fazer isto ou aquilo. Espíritos em evolução que somos, e sabedores de que possuímos o livre arbítrio, os problemas são de outra ordem e grandeza, como nos ensina ainda Emmanuel “quem estude os conflitos de sexo, na atualidade da Terra, admitindo a civilização em decadência, tão só examinando os absurdos que se praticam em nome do amor, ainda não entendeu que os problemas do equilíbrio emotivo são, até agora, de todos os tempos, na vida planetária.” Lembremos ainda o Livro dos Espíritos, no capítulo IV do livro Terceiro quanto ao “Casamento e Celibato” que a “união livre e fortuita dos sexos pertence ao estado de natureza” com isso nos alertando para um estágio de evolução ainda muito mais próximo do nosso estado anímico de que da nossa meta de seres da luz. O que nos é importante pensar e ter em mente é que somos Espíritos evolucionários e não cabe alguém ou algum código de ética ficar dizendo, ponto por ponto, o que devemos e o que não devemos fazer. A doutrina Espírita, sábia na sua maneira de amparar os nossos atos através das leis naturais que codificou, tem o mérito de mostrar através de quais mecanismos se faz tal evolução. No entanto, se desse suporte a uma ou outra prática, estaria tirando dos seres humanos a liberdade da evolução com todas as suas implicações. E finalmente, não existem experiências que devam ser recomendadas como mais eficientes para a evolução de quem quer que seja. A evolução é um processo, não um método para apressar os passos dos seres errantes que somos, caminhantes em marcha perene pelas sendas da eternidade.

A expressão da sexualidade é uma expressão de amor?

Na manifestação do amor, certamente encontramos a sexualidade. No entanto não podemos dizer que na sexualidade está presente o amor. “O sexo e o cérebro não são músculos, nem podem ser. Disso decorrem várias conseqüências importantes, das quais esta não é a menor: não amamos o que queremos, mas o que desejamos...” Quando André Comte Sponville faz tal afirmação está falando dessa junção inevitável: o amor ao sexo. Estamos falando, pois, do amor da carne. Estamos falando do amor que deseja o outro e que, geralmente, pensa que o possui. Mas será isto amor? O poeta Rilke tem algo precioso a nos ensinar sobre isso: “a volúpia carnal é uma experiência dos sentidos, análoga ao simples olhar ou à simples sensação com que um belo fruto enche a língua. É uma grande experiência sem fim que nos é dada; um conhecimento do mundo. (...) O mal não está em que nós a aceitemos; o mal consiste em quase todos abusarem dessa experiência...” Por essa forma de provar o sabor, caímos no risco de consumir o outro como consumimos a fruta apetitosa. Essa maneira de gostar torna-se nem um pouco virtuosa, não podendo ser aplicada a ninguém. O amor antes preserva. A sexualidade como expressão de amor está ligada, de forma irreversível, ao poder e a posse. Mais do que isso, o amor validado pela sexualidade, acaba se tornando uma espécie de afeto geográfico. Eu gosto tanto mais do outro quanto mais eu possuo do outro. Por isso, expressões como “ela será minha para sempre”, “ele é o meu homem” querem dizer isso mesmo enquanto pensam que tal coisa pode acontecer. Será muito triste o dia que descobrirem que nunca possuíram nada.

Existe o amor? Ou vivemos apenas paixões que confundimos com um suposto e imaginário sentimento de amar? São diferentes?

Do grego nós temos que existem três maneiras de amar: a carência (erôs) que abrasileiramos por “eros” mais ligado a idéia do amor sensual; o regozijo (philia) que é a alegria pela boa nova anunciada pelo Cristo que nos torna capazes até mesmo de amar os nossos inimigos. É a alegria pela amizade e pelas possibilidades de amarmos a todos; a caridade (agapé) que podemos entender como a forma mais completa do amor. E com tal respeito e verdade amarmos tanto e de tal modo que nem percebemos que o nosso semelhante sofre e por isso precisa receber a nossa ajuda. Não podemos ajudar só os que sofrem, isto é, a nossa evolução ainda vai nos levar ao dia em que tenhamos a caridade como manifestação espontânea e que não necessite de causa ou motivo para ser manifesta.
Enquanto estamos falando da idéia de amor associado a manifestações da sexualidade, estamos falando das paixões que, enganosamente, chamamos de amor. A paixão, enquanto amor, não existe. E o amor enquanto o fogo da paixão não pode ser chamado ou considerado como tal. No entanto, a sexualidade presta aí um grande serviço. Ela é um fogo que pode purificar os apaixonados e transformar os sentimentos, um dia, em amor. Difícil será encontrar no amor ao outro, misturado com a volúpia do sexo o amor que tanto se propaga. Provavelmente tais sentimentos não passam das frases que ouvimos a torto e a direito nas novelas. “Eu te amo” transformou-se numa frase de efeito, que teve validade apenas, para a cena mais emocionante do capítulo da noite passada, ou que servirá para depositarmos no personagem central do filme a nossa emotividade carente e que anseia por um imaginário ou desejado amor de verdade. Isso acontece porque, no íntimo, todos nós almejamos, um dia, encontrar o amor. De alguém por nós.

As manifestações da sexualidade no meu corpo explicam quando estou apaixonado(a) ou amando?

Não explicam mas anunciam. Acredito que por tudo que falamos, não tenha ficado uma noção limitante ou proibitiva da sexualidade. Antes, procuramos chamar a atenção quando, pelas proibições que temos dentro de nós através de uma educação ou moralismos falsos que nos fizeram temer a sensualidade e sentirmo-nos envergonhados frente a beleza, complicamos e colocamos obstáculos na nossa evolução para a compreensão das verdadeiras emoções dentro de nós. Voltamos a Emmanuel: “em nenhum caso, ser-nos-á lícito subestimar a importância da energia sexual que, na essência, verte da Criação Divina para a constituição e sustentação de todas as criaturas. Com ela e por ela é que todas as civilizações da Terra se levantaram, legando ao homem preciosa herança na viagem para a sublimação definitiva, entendendo-se, porém, que criatura alguma, no plano da razão, se utilizará dela, nas relações com outra criatura, sem conseqüências felizes ou infelizes, construtivas ou destrutivas, conforme a orientação que se lhe dê”.


       Sexualidade na adolescência.







                                                          


 Beeiijoos .
 Até o próximo post.
                        @ÉvelinCatarina.